Às vezes eu fico olhando as pessoas, algumas – a maioria – são tão sem conteúdo que eu fico extasiado. Algumas são bonitas, parecem ser pessoas inteligentes, que realmente sabem manter um assunto que não seja só qualquer besteira que aparece por esses tempos. Mas a maioria me surpreende não sabendo manter uma conversa nem sobre política, sobre música, livros. Todas parecem realmente leigas para todos esses assuntos, não se importam nenhum pouco. Acham-se o máximo por ter lido todos os livros daquela saga de merda da Stephenie Meyer. Acham que Crepúsculo é um dos melhores romances já feitos. Os blockbusters são os melhores filmes de todos os tempos. As músicas antigas são as piores, pois são para pessoas velhas, as atuais são as melhores. Mas ora, será que as músicas que eles ouvem agora, não serão velhas algum dia? E assim vai se passando dia a dia, todas as pessoas parecendo ser interessantíssimas, todas parecendo ser um convite agradável para um conversa, mas na maioria das vezes, não passam de pessoas estúpidas que não sabem nem mesmo o que é um livro de verdade, ou até odeiam um livro. Não sabem ter nenhum tipo de opinião. A opinião que eles têm formada é de outra pessoa. Eles apenas concordam, sem fazer nenhuma objeção, sem ao menos pensar no que estão concordando ou deixando de concordar. Ah, eu realmente eu estou cansado de pessoas assim. Cansado mesmo.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Conteúdo?
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terça-feira, 13 de outubro de 2009
Dormir à tarde
À noite é um tormento tentar dormir. Eu consigo fazer tudo, menos dormir. Dormi desde às duas até às seis horas e agora não consigo dormir. Já tentei dormir, já li as revistas, terminei de ler Factótum do Charles Bukowski e mesmo assim, ainda não me deu um pingo de sono. É o jeito vir aqui, e escrever um pouco. Hoje tava com cara de domingo, liguei até a televisão à noite e esperei começar o Fantástico, depois que vim perceber que hoje era segunda-feira e me contive com Escola de Rock que estava passando na TNT. ¬¬ O fim de semana foi legal. Sexta-Feira eu e a Thayssa fomos tirar nossos títulos. Depois de tirarmos (ela tem 19 anos e ainda não tinha o título) fomos para o Manauara, onde compramos um livro, fomos no Giraffas e arrasamos no Rock Band (mentira!) e depois fomos para a UEA. Sábado foi a mesma coisa de sempre, curso, Manauara, revista, casa. Domingo eu fui para a casa da Izabele e conversamos muito, ela estava toda dolorida por conta do ballet, mas estava de bom humor, a Thayssa estava lendo um texto sobre o filme "Colheita Maldita" e não tava nem aí pra mim. Ah, e esses dias Manaus não esteve tão quente como ela costuma ser. Choveu! E eu gostei tanto disso, fazia semanas que não chovia! E para vocês verem, eu estou ouvindo o álbum da Lady GaGa todinho, por não sentir a mínima vontade de dormir. Hunf.
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quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Meu Jornal de sempre
Sempre fui acostumando a ler jornal. É um vício. Todas as manhãs eu tenho que pegá-lo e primeiro folheá-lo e logo depois começar novamente e ler as notícias. O jornaleiro daqui se chama Miguel. Um senhor que veio do nordeste e que vive na zona leste de Manaus, um sujeito simpático e que fala muito rápido, gosta de ajudar as pessoas e sempre ta encrencando com o meu pai. Mas ultimamente, parece que eu vim deixando o prazer de ler um jornal. Às vezes é por que não há nenhuma notícia relevante pra mim. O que eu ainda costumo ler – e quero sempre ler – são os artigos "Taquiprati". Super criativos e muito engraçados de vez em quando. Os artigos do Arnaldo Jabor sumiram do jornal esses tempos, a minha ânsia de chegar à próxima terça-feira era grande. Mas de uns tempos para cá, o artigo dele sumiu, e deu lugar para aqueles artigos de economia da Miriam Leitão. Houve um grande aumento de venda de jornais em Manaus. Para onde você olha, sempre há alguém lendo aqueles jornais de vinte e cinco centavos ou cinqüenta, porém, acho que a população é acostumada a comprar notícias "mastigadas" demais, pois elas preferem comprar o jornal "Hoje" – que eu acho uma porcaria de jornal, com aquela linguagem de baixo calão – do que o Diário do Amazonas, um jornal com ética. É um vício mesmo da população, de gostar de sangue, de ouvir besteiras. Posso ter minha internet, pode haver vários sites de noticias na internet, mas eu nunca vou deixar o meu jornal matutino.
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009
14 dias depois.
Nada mudou. Só fiquei mais velho, conheci mais algumas pessoas, ganhei presentes, fui para casa da minha avó e pronto; mas um aniversário se passou. É apenas mais um dia para outras pessoas; e um dia de otimismo pra mim e para tantas outras que fazem aniversário no mês de setembro e no mesmo dia que o meu – 20 de Setembro – Agora, é só começar a ouvir as mesmas coisas de sempre. Fazer as mesmas coisas de sempre e tentar mudar o mínimo possível e acompanhar o ritmo da cidade. Posto pequeno. Sem criatividade. Na verdade, eu tinha feito outro texto, só que não vou publicá-lo. Vou guardá-lo só pra mim
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segunda-feira, 7 de setembro de 2009
7 de Setembro – Dia da Independência – Faltam 13 dias
Hoje, acordei pelo despertador às seis da manhã. Fiquei na cama ainda e ajustei o despertador para as seis e meia. Ainda consegui cochilar um pouco, e logo após o despertador tocou. Levantei-me e com a maior coragem fui tomar banho, escovar os dentes e me arrumar. Fiquei enrolando um pouco por que o horário combinado pelo Luciano era das sete e meia. Arrumei-me, e comecei a ligar para o Luciano. Uma ligação atrás da outra e nenhuma era atendida; praguejei até a morte; e enfim, ele ligou e disse que estava saindo de casa. Passou cinco minutos e fui até a esquina de casa e esperei o táxi. Como sempre, a Raiany não foi; o fogo de palha dela às vezes sempre estraga alguma coisa. Fomos até o Sambódromo. A Avenida Constantino Nery estava interditada por conta de o desfile militar, tivemos que pegar a Av. Djalma Batista e descemos próximo a uma concessionária da Renault e fomos andando até o Sambódromo. Eu, Valéria e Luciano. O taxista ainda se aproveitou da minha inocência e o safado saiu com vinte reais a mais. ¬¬ Crianças, vendedores, ambulantes, militares, povão! Tinha tanta gente que você a Avenida que eu estava parecia pequena para se movimentar. Eram pouco mais de nove horas e ainda não havia começado o desfile. Chegando ao Sambódromo, primeiramente subimos a primeira arquibancada – que estava completamente lotada – e ficamos um tempo por lá. Depois descemos novamente e ficamos em uma mesinha e tomamos nosso café da manhã. Logo depois começou o desfile. Antes de começar ouve a apresentação do vice-prefeito e o "povo de Manaus" vaiaram e muito o prefeito em exercício; aplaudiram o Governador do Estado – Eduardo Braga e os militares. Logo após – eu acho – entraram o colégio militar. E eu não me lembro mais das sequências dos fatos. Só me lembro que vi vários helicópteros, aviões e monte de pessoas desfilando. O sol estava à pino, mas o vento colaborou para que as pessoas não sentissem muito calor. Foi a minha primeira vez em um desfile militar, e por incrível que parece, é bem legal acordar cedo e ir assistir a um desfile. O sentimento patriota de qualquer cidadão fica exaltado quando vê o "poder" militar do seu país e uma pequena amostra do que ele tem a oferecer para a segurança nacional. Outros Fatos Sábado, dia 5 a Izabele, Thaís, Lívia e Saulo vieram aqui para casa. Conversamos, tiramos fotos e explodimos de comer e rir. A Vanessa também passou por aqui e deu abraços em todos. Domingo – Dia do Sexo – Não fiz quase nada no dia do sexo. Na verdade, eu nem me lembro o que eu fiz ontem, sério mesmo. Amanhã tem aula normal e a rotina recomeça. Vou se encontrar com a Breenda e conversar um pouco com ela. Para ouvir: Summertime – Janis Joplin
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quinta-feira, 3 de setembro de 2009
2 e 3 de Setembro – Faltam 17 dias
Acabei de lembrar que o aniversário da Iarin também é no mesmo dia que o meu. Parabéns pra ela também Não vou citar na ordem cronológica dos fatos, por que estou com preguiça de detalhar horários. Dia 2 O dia amanheceu normal. Não fui para a aula. Minha mãe me mandou ficar em casa cuidando do meu irmão (ele tem 2 anos). À tarde, eu nem dei muita atenção para meu irmão, apenas fiquei no computador e ele na sala assistindo qualquer desenho. À noitinha comecei a falar com a Elizabeth. Nós havíamos brigado por coisas que eu prefiro nem comentar. Acertamos-nos e começamos a falar tudo o que achávamos sobre o namoro dela e tantas outras coisas mais. Ela me perguntou várias coisas e eu somente aconselhei. Fora isso, o dia 2 foi um dia pacato e normal. Dia 3 – Hoje Acordei com a péssima notícia que a doméstica havia faltado. Eu faltei morrer quando vi o tanto de louça que eu teria que lavar. Ainda enrolei um pouquinho, mas ela não chegou. Fui naquela coragem para a pia e comecei a lavar a louça. Saí cedo de casa e fui para a escola. Hoje teve aula com a professora de Biologia – ela é nossa conselheira de classe – ela entregou nossos testes e começou a falar sobre a feira cultural. Combinamos tudo. Eu fiz uma promessa a mim mesmo que nunca mais iria organizar a feira cultural e muito menos meter meu nariz; mesmo assim, o pessoal insiste que eu faça alguma coisa; dizendo que eu sou responsável ¬¬ Então ficou combinado que três grupos iriam ao desfile cívico que irá acontecer dia 7 de Setembro no Sambódromo. E como sempre me colocaram no meio, o pessoal disse que eu vou ser o responsável para falar com algum comandante, major ou seja o que for, da Marinha. Até aí tudo bem. Mas seja pelo fato de que eu vou ter que acordar de madrugada (tipo umas seis da manhã) e ir para o Sambódromo tentar conseguir algum apoio militar para a nossa feira cultural. O nosso tema – caso você esteja curioso em saber – é sobre Forças Armadas. Hoje mesmo a professora falou que queria quatro pessoas à caráter de cada grupo. Eu faltei entrar em pânico quando disseram que eu ia. Saí perguntando que menino queria ser o par da Valéria e ainda bem que o Iago aceitou. Quando saí do colégio peguei meu ônibus para voltar para casa. Mal entrou no ônibus me deparo com uma senhora chorando e sangrando. Passo por ela e vou até a cobradora (que por sinal é muito simpática) passo pela catraca e espero até chegar ao terminal. Quando chega ao terminal a cobradora inventa de querer levar a mulher a um pronto-socorro; fiquei pensando "agora fodeu". Não demorou muito para que os passageiros reclamassem e acabassem xingando o motorista e wherever. Acabou que a moça foi até a casa dela, sangrando, chorando e sem atendimento médico. Fui à casa da Vanessa. Conversamos. E depois fomos comprar coisas para comermos, ela veio aqui em casa rapidinho; eu só vim deixar minha mochila e ligar o PC (vício) ela ainda falou com a mamãe. E depois fomos até a panificadora. Deixei-a em casa e voltei. E agora estou aqui, escrevendo este texto. Estou ouvindo as músicas "antigas" do White Stripes. Então, para ouvir:
O álbum Get Behind me Satan – The White Stripes
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terça-feira, 1 de setembro de 2009
1 de Setembro – Faltam 19 dias.
06h45 Acordo. O sol já batia na janela do meu quarto. O computador ainda estava ligado por que carregava o meu iPod. Demorei dez minutos para tomar coragem e me levantei. A preguiça era tanta que apenas desliguei o estabilizador e voltei a dormir. 08h00 Papai me chama. Levanto e vou direto para o banheiro. A doméstica chega e ainda não descobri o que ela faz primeiro; a invés de ir lavar as louças da noite anterior ela vai mexer alguma coisa no quintal. Depois de sair do banheiro, deito na cama da mamãe e fico esperando meu pai me chamar novamente. Ele me chama, levanto e vou comprar meu café da manhã 10h45 Ligo para o Chico. Digo para ele levar algumas revistas velhas para fazer uma fotonovela que estamos devendo há quase um mês para a professora de Língua Portuguesa. 11h00 Papai sai para ir buscar meu irmão no colégio. Ligo para a Izabele. Quase sem assuntos, ela me pergunta algumas músicas para ela baixar do White Stripes. Dou algumas dicas e confirmo se ela vem para a minha casa sábado. Mamãe me liga logo depois e pergunta se está tudo bem, pergunta como está o meu irmão. Coisa de mãe. 12h45 – 17h00 Passei o dia inteiro na escola. O primeiro não teve aula por que a professora de Biologia (que ultimamente está insuportável) faltou. Nessa última semana fui para orientação por culpa dela e um pouquinho de culpa minha, devo admitir. O Luciano não foi para a aula, senti falta dele ali perto. Passei o tempo restante falando sobre sexo, amizade e conversando besteiras com o Chico. 18h00 – 19h57 Fui à casa da Vanessa e fiquei conversando com ela; sobre os mais diversos assuntos. Sobre namoro, pais, amigos e tantas outras coisas que eu nunca cheguei a conversar muito com meus outros amigos. Na hora da saída foi o drama para que eu ficasse (adoro quando fazem isso, me sinto importante) e logo depois de sair da casa dela, vim direto pra casa - que por sinal é bem pertinho da minha. 20h05 – 20h15 Passei esse tempo todo batendo no portão de casa pedindo para que minha mãe viesse abrir. Sim, eu não tenho chave. A mamãe pensa que eu vou sair e voltar só no dia seguinte. Outros Horários É bem "divertido" escrever um diário (se é que isso aqui se pode chamar de diário) é interessante poder contar sobre o que você fez no seu dia-a-dia e sobre os seus pensamentos. Para ouvir: Hang You From The Heavens – The Dead Weather Lendo: Drácula – Bram Stocker Para ler: Qualquer artigo do Arnaldo Jabor
Postado por Paulo R às 20:31 0 comentários


